Mães e Pais na 1ª Pessoa

Olga Reis 

O Rei vai Nú

Eu adorei estar grávida mas alguém não gostou do que viu

Simplesmente adorei! Foi das melhores fases da minha vida, por tudo o que a gravidez envolve quer a nível físico ou psicológico, o desejo e a concretização de ser mãe, o puder sentir um novo ser a crescer dentro de mim, a transformação e a modificação do corpo mês após mês, os desejos, os receios, as dúvidas, tudo! Absolutamente tudo! Mesmo com enjoos e vómitos durante os nove meses e as “pancadas” de sono que tinha eu não me importei, pois sentia-me bem e feliz! Achava-me mais bonita, arranjava-me melhor, adorava tudo em mim quando me via ao espelho, até no fim da gravidez com aquele enorme barrigão. Qual Narciso qual quê? Estava completamente apaixonada por mim e pelo meu estado. Se tenho saudades? Não é óbvio!? Claro que sim! e muitas! E por isso, decidi, tanto da gravidez da L como da do A, ter um registo fotográfico para que eu pudesse recordar e babar aquela minha condição.

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Na gravidez da L decidi fotografar como vim ao mundo, sem qualquer pudor. Na gravidez do A, porque queríamos incluir a Nônô, e porque também não havia muita transformação física de uma gravidez para a outra, e para não ser mais do mesmo, o registo foi em família.
Sempre que alguém vem cá a casa eu sinto um orgulho imenso em mostrar as minhas fotos. A maioria das pessoas adora mas, o que eu nunca esperei, mesmo vindo de quem veio, é que me dissessem que as fotografias que eu tirei da gravidez da Nônô eram uma ordinarice. Ouviram bem? uma OR-DI-NA-RI-CE? Como é que é possível alguém olhar para uma grávida e achar uma ordinarice? Alguém me explica?
Fiquei magoada. Para mim são fotografias lindas e foi das melhores fases da minha vida. Sinto um orgulho imenso no que fiz e tenho a certeza que os meus filhos vão adorar e agradecer…

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