Atualidade

29 de Agosto de 2014

Estudo conclui que dar de mamar reduz ansiedade e depressão pós-parto

Um estudo conduzido por duas investigadoras portuguesas e uma norte-americana concluiu que a amamentação aumenta o bem-estar emocional das recém-mamãs e diminui o risco de depressão pós-parto.

O estudo, publicado na revista científica Psychological Medicine, procurou verificar se a depressão durante a gravidez interferia na duração da amamentação exclusiva e se esta, por sua vez, reduzia o risco de depressão pós-parto.

“Os benefícios da amamentação na saúde da mãe e do bebé têm sido extensivamente demonstrados ao longo dos últimos anos. Contudo, pouco se sabe quanto ao bem-estar psicológico da mãe no período pós-parto”, explica Bárbara Figueiredo, a investigadora da Universidade do Minho responsável pelo estudo.

Apesar dos conhecidos benefícios e da Organização Mundial de Saúde recomendar a amamentação exclusiva durante, pelo menos, seis meses, o número de recém-mamãs que opta pelo aleitamento em exclusivo por mais de três meses não é elevado, principalmente devido a factores emocionais.

“Identificar mulheres em risco de cessação precoce de amamentação é uma prioridade em termos de saúde pública”, dizem as investigadoras, alertando para a importância da análise do estado psicológico da mulher durante a gravidez.

A pesquisa envolveu 145 mulheres avaliadas em períodos diferentes da gestação (nos três trimestres da gravidez), no parto e ao 3.º, 6.º e 12.º mês após o nascimento do bebé. Esta revelou que “mães com sintomatologia depressiva no terceiro trimestre de gestação tendem a amamentar por menos tempo”.

O estudo conclui ainda que as mulheres que deixam de amamentar antes do terceiro mês após o nascimento, têm mais tendência para o aumento de sintomas de depressão e ansiedade, enquanto as que amamentam durante pelo menos três meses ajustam-se mais facilmente à nova realidade e respondem melhor a situações de stress.

Fonte | Life&Style (Público)