Mães e Pais na 1ª Pessoa

Lénia Rufino 

Not so fast

Entrevista Momentos de Partilha | Lénia Rufino – Mãe Blogger BARRIGAS DE AMOR®

1 | Estamos perto do Natal…. É uma época importante para a sua família?

Muito! A maioria das minhas memórias de infância são da noite de Natal. Éramos imensos, entre avós, pais, tios e primos. Como alguns sectores da família viviam longe, era naquela noite que nos juntávamos para matar saudades. Uma algazarra pegada!

Mas um calor humano fabuloso, que ainda existe, apesar dos avós e do tio mais velho já não estarem cá (e de, entretanto, a família ter crescido).

2 | De que forma ser mãe alterou a forma como vive o Natal?

Eu sou a neta mais nova dos meus avós. Quando eu tinha 10 anos, nasceu a minha prima que herdou o lugar de “mais nova” e passou a ser ela o centro das atenções.

Quando os meus filhos nasceram, e sendo ela já adulta, ocuparam eles o lugar. E eu deixei de ser a menina para passar a ser a mulher-mãe. O foco passou para eles.

Deixei de ter prazer em desembrulhar presentes, para passar a gostar de ver a alegria deles com os embrulhos.

3 | Que tradições familiares da sua infância mantém com os seus filhos?

A noite de Natal continua a ser passada com a minha família. O meu marido – amoroso! – sabe a importância que o Natal tem para mim e dá-me sempre este presente gigantesco de poder passar a data com os meus pais, tios e primos. Não é sacrifício nenhum para ele, mas, vindo ele de uma família que também tem uma tradição natalícia forte, podia “puxar” para o lado dele, mas não o faz. Portanto, continua a ser igual: jantamos, ceamos e jogamos às cartas até às tantas, coisa que acho que só acontece na minha família!

4 | Como é o seu dia Natal?

O dia de Natal propriamente dito foi a única coisa que mudou com a mudança de estado civil: é no dia de Natal que vamos almoçar aos meus sogros

e que começam uns dias de férias com esse lado da família. É tudo muito tranquilo e familiar. Não há roupas especiais, nem mesas postas de maneira diferente. Há uma lareira acesa, comida boa na mesa e muita conversa ao longo do dia. É muito simples como, aliás, toda a quadra.

5 | Conte-nos um episódio engraçado que tenha acontecido com os seus filhos?

Não há nada de especial a assinalar… talvez apenas o facto de a minha filha (que está quase a fazer sete anos) já não acreditar no Pai Natal e fazer a gentileza de explicar ao irmão (que vai fazer quatro e está naquela fase mágica em que acredita nas fantasias todas e vibra com tudo) que o senhor não existe. E ele fica tristíssimo, de lágrimas a cair pela cara, a perguntar se aquilo que ela diz é verdade… Ora nós temos uma política de não mentir aos filhos que nos põe numa posição ingrata neste assunto…

6 | Um momento que a/o tenha marcado com os seus filhos?

Na altura do Natal, vamos sempre ao circo com eles. O primeiro ano que levámos a nossa filha ao circo foi memorável. Ela tinha quase 2 anos e passou imenso tempo a… chorar. No fim já estava a adorar aquilo, mas o início foi complicado.

7 | E porque o Natal é União e Família, na sua opinião de que forma o BARRIGAS DE AMOR® tem contribuído para a Natalidade e Famílias em Portugal.

Apoiando as grávidas, mostrando-lhes serviços e produtos que de outra forma talvez não chegassem a conhecer e proporcionando momentos de aprendizagem desta “ciência” que é a parentalidade.

8 | O que mais desejo este Natal é…

Poder viver a quadra com a minha mãe (que teve um problema de saúde grave recentemente) e dar-lhe todo o mimo do mundo. E ver nos meus filhos a felicidade que eu acho que só se sente nesta altura do ano e que não tem que ver com presentes, mas com todo o ambiente que se gera: eles adoram as músicas, as luzes, as decorações e ficam felizes por desfrutar disto todos os anos.

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