Mães e Pais na 1ª Pessoa

Catarina Beato 

Dias de uma Princesa

Entrevista Momentos de Partilha | Catarina Beato – Mãe Blogger BARRIGAS DE AMOR®

Qual o significado do Natal para si?

Serei a pior pessoa a quem fazer esta pergunta. Não gosto do Natal. Corrijo: não gosto da pressão do Natal. A culpa foi do meu pai, de quem morro de saudades mas era a criatura mais trombuda desde mundo e estragava a noite de Natal à família toda. Não me lembro de uma noite de Natal sem choro antes de ir dormir. Aprendi a fugir do Natal e, felizmente, os meus filhos têm a outra parte da família que faz a festa por mim. Esta é a verdade, nada natalícia.

Quais as vossas tradições familiares desta época?

Para mim o Natal era o dia em que ia com a minha mãe às compras: ao Chiado, a Coimbra, ao Porto. Era o nosso passeio. Aquele que, ainda hoje, lhe peço para fazermos todos os anos. Agora gosto ir  ao Funchal no Natal, de passear à noite no meio de todas aquelas luzes, de ver o mar na manhã de dia 25. Conto-lhes a história do Natal (nascimento de Jesus) porque, apesar de não ter religião, acho que os feriados devem ser explicados e respeitados.

O Natal e as crianças: como mãe de dois filhos, como é que eles vivem esta quadra?

Apesar dos meus problemas com o Natal, prometi sempre não passar isso aos meus filhos. Fazemos a árvores (que ocupa a sala toda) e muitas luzinhas. Ficamos na sala muito quietinho a ver a iluminação da nossa rua. E cantamos todas as músicas de Natal. Não ofereço prendas (já se arrependeram de me ter feito estas perguntas?) a ninguém. As pessoas já sabem e não estranham. Aos meus filhos dou prendas durante todo o ano.

Qual a crónica de Natal perfeita para si?

Aquela que vai sair na revista de Natal do El Corte Inglês e que, por acaso, é minha.

Presentes: quais as suas sugestões?

A minha única sugestão é estar atento. Oferecer aquilo que sabemos que a outra pessoa vai gostar mesmo, ou que precisa mesmo. Não interessa o valor. A minha prenda de Natal preferida é comer aquilo de que gosto, chegar a uma mesa de Natal e perceber que se lembraram de mim [basta ver batata doce caramelizada ou as minhas filhoses].

E porque o Natal é União e Família, na sua opinião de que forma o BARRIGAS DE AMOR® tem contribuído para a Natalidade e Famílias em Portugal.

Porque toda uma estrutura pensada para os temas da família é isso mesmo: NATAL, porque natal não são prendas, é nascimento.

Uma receita natalícia.

Filhoses do Alentejo, a receita dos meu Natal de infância, o sabor do meu Natal. 

Ingredientes

1 kg farinha de trigo sem fermento

3 laranjas cortadas ao meio

3 ovos

1 copo de aguardente

100 g banha derretida

3 a 4 colheres de sopa de azeite previamente aquecido com uma côdea de pão (para lhe retirar a acidez)

Óleo para fritar q.b

sal q.b

 

Pôr a farinha num alguidar, fazer uma cova e espremer o sumo das laranjas dentro da cova. Deitar os ovos, o sal e a aguardente.

Entretanto aquecer o azeite. Quando estiver quente, fritar uma côdea de pão para lhe retirar a acidez.

Depois retirar a côdea e deitar o azeite na farinha juntamente com a banha derretida. Amassar muito bem.

Pôr um pouco de água a ferver com as cascas das laranjas, mas só durante 2 a 3 minutos para não amargar.

Regar pouco a pouco a massa com a água quente das cascas, à medida que vai secando. Continuar a amassar até que a massa não pegue nas mãos. A massa tem de ficar quente para se poder esticar bem. Pode cortar a massa em dois pedaços e amassar uma metade de cada vez.

Polvilhar a mesa com um pouco de azeite e experimentar esticar um pouco de massa. Se ela se partir ainda não está boa. Continuar a amassar até que fique mais elástica e se consiga esticar bem. Depois com o rolo (ou se não tiver uma garrafa de vidro) untado um pouco de azeite estender devagarinho a massa o mais finamente possível. Cortar a massa com uma recortilha em forma de rectângulos ou quadrados e fazer três riscos ao meio. Pegar delicadamente e colocar numa toalha para ir secando.

Depois de estendidas todas as filhoses, fritá-las em óleo quente, onde também previamente se fritou uma côdea de pão. Virar as filhoses no óleo e retirar logo a seguir para não ficarem queimadas.

Colocar numa travessa. Na altura de servir polvilhar com açúcar.

2014-11-23 13.33.30

Blog | Dias de uma Princesa