Atualidade

21 de Agosto de 2014

Enjoos têm efeito protetor

Os enjoos na gravidez podem, afinal, ser um bom sinal, indicando uma gestação mais segura e um bebé mais saudável.

Esta é a conclusão de um estudo publicado na revista “Reproductive Toxicology”, com base em dados de dez estudos realizados em cinco países, entre 1992 e 2012, citado pelo “Globo”.

Segundo a investigação, os enjoos foram associados a uma menor incidência de abortos espontâneos e ao nascimento de bebés maiores, com menos defeitos congénitos e com melhor desenvolvimento a longo prazo.

Os autores do estudo, do Hospital para Crianças Doentes de Toronto, Canadá, explicaram que a rápida elevação dos níveis da gonadotropina humana (chg),hormona responsável pela gravidez, desencadeia o mal-estar.

De acordo coma análise, o risco de aborto é mais de três vezes maior em mulheres que não tiveram os enjoos do que nas que sofreram com eles. Além disso, mulheres com 35 anos ou mais, que geralmente têm um risco relativamente maior de abortarem espontaneamente, parecem ter sido as mais beneficiadas por este “efeito protetor” dos enjoos matinais.

As náuseas e vómitos também foram associados a um menor risco das crianças nascerem com baixo peso e com menor altura. As mulheres com estes sintomas também tiveram menos partos prematuros, 6,4% comparadas com as 9,5% das que não apresentaram enjoos.

Já o risco de defeitos congénitos caiu entre 30% e 80% nas crianças de mães que tiveram os enjoos, e elas também tiveram desempenho melhor em testes de inteligência, linguagem e comportamento feitos anos depois de seu nascimento.

Fonte | Pais&Filhos