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Saúde e Bem Estar

16 de Julho de 2015

É preciso preparar-se para amamentar?

preparandoseparaamamentar

Quando decidimos viajar para um lugar desconhecido, fazemos planos: calculamos a distância, preocupamo-nos em fazer reservas de alojamento, o que iremos comer, calculamos custos, compramos um guia, visitamos sites – selecionando os confiáveis…

Geralmente não viajamos sozinhos, por isso envolvemos os nossos parceiros nesta aventura, mesmo os que não irão, mas que estão perto de nós.

Porque não temos a mesma atitude com toda a experiência da amamentação?

Amamentar não é “automático”, parece simples, mas é um fenómeno psicossomático complexo, com variáveis socioculturais determinantes.  Amamentar não é instintivo, uma fatalidade biológica como nos outros mamíferos. Nós somos animais mais “complicados” e inventamos “leite fraco”, “pouco leite”, biberons, chupetas, bicos de silicone, pomadas, protetores de mamas, conchas, almofadas, sutiãs… uma parafernália de produtos dispensáveis.

Sinto que há uma preocupação excessiva com a compra do enxoval e equipamentos infantis… . Gasta-se uma pequena fortuna, mas há um descuido naquilo que realmente é importante, o preparo da nossa “cabeça” com informação atualizada, com troca de experiências, com livros interessantes, com aplicativos que já temos disponíveis…

Não se investe num curso de preparação para o parto, não se marca uma consulta pediátrica pré-natal…

Recomendo aos futuros pais, conversarem com Obstetras, Pediatras, Obstetrizes, Enfermeiras Obstetras, Nutricionistas, Fisioterapeutas, com Psicólogos Perinatais… .

E como as  recomendações sobre a amamentação mudaram muito nas duas últimas décadas, temos agora que envolver as avós e avôs do futuro bebé. Atualmente, a amamentação deve ser exclusiva, sem águas, chás, sucos… Não oferecemos mais biberons e chupetas, não utilizamos cronómetros para controlar o tempo da amamentação.

Na volta ao trabalho, aos 6 meses começamos com papinhas de legumes, de frutas e não damos outros leites e usamos copinhos e colheres… Muitos governos e empresas já oferecem licença de 6 meses para permitir que a amamentação exclusiva se prolongue o máximo possível e prossiga até os 2 anos ou  mais.

Já temos bem estabelecidas as múltiplas vantagens do leite materno e da amamentação para as mulheres, para os bebés – benefícios que se prolongam por toda a vida, inclusive prevenindo doenças crónico-degenerativas e alergias na idade adulta e não só infecções.

Vale a pena este investimento de tempo e de um pouco de recursos para que os novos pais façam essa viagem inédita para esse lugar fantástico – a maternidade e a paternidade prazerosa e consciente.

Fonte: Aleitamento.com