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Saúde e Bem Estar

14 de Novembro de 2013

Diabetes

Que tipos de diabetes existem?

– Diabetes Tipo 1

– Diabetes Tipo 2

– Diabetes Gestacional

– Outros tipos de Diabetes

Existem outros tipos de diabetes além do Tipo 1, Tipo 2 e Gestacional, mas esses ocorrem com muito menor frequência.

São eles:

– Diabetes Tipo LADA (Latent Autoimmune Diabetes in Adults): costuma ser confundido com a diabetes do tipo 2. A maior incidência concentra-se em pacientes entre 35 e 60 anos. A manutenção do controle de glicemia é o principal objetivo do tratamento do portador do diabetes tipo LADA. Um aspecto que deve ser levado em conta, refere-se a progressão para a necessidade de terapia com insulina.

– Diabetes tipo MODY (Maturity-Onset Diabetes of the Young) que afecta adultos jovens mas também adolescentes e crianças. Apresentam-se com características de diabetes tipo 2 e são causadas por uma mutação genética que leva a uma alteração da tolerância à glucose.

– Diabetes Secundário ao Aumento de Função das Glândulas Endócrinas (Ex: doença de Cushing, acromegalia ou gigantismo, feocromocitoma, glucagenoma)

– Diabetes Secundário a Doenças Pancreática (Exemplos: pancreatite crónica, Destruição pancreática por depósito de ferro denominado hemocromatose)

– Resistência Congênita ou Adquirida à Insulina

– Diabetes Associado a Poliendocrinopatias Auto-Imunes

– Diabetes Relacionados à Anormalidade da Insulina (Insulinopatias)

Sintomas


Os sintomas da Diabetes são causados pelas quantidades de açúcar no sangue.Então podemos ter sintomas associados ao aumento dos níveis de açúcar – Hiperglicemia, ou à diminuição dos níveis de açúcar – Hipoglicemia.

Sintomas de Hipoglicemia

A hipoglicemia geralmente ocorre em diabéticos que utilizam fármacos para controlar a doença, sejam eles insulina ou antidiabéticos orais.

Esta condição pode acontecer essencialmente por três motivos (isolados ou em conjunto): toma excessiva/incorreta da medicação, jejum prolongado e exercício físico inadequado.

Os níveis de açúcar no sangue não devem estar abaixo dos 70mg/dl.

Se toma medicamentos para controlar a Diabetes é necessário ter muita atenção com a alimentação para que os níveis de açúcar não desçam demasiado.

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Sintomas de Hiperglicemia

A hiperglicemia pode acontecer nos diabéticos mal controlados ou quando existe ingestão de uma grande quantidade de açúcar.

Esta condição pode causar sintomas como:
Sintomas na criança e no jovem:
Quase sempre na criança e nos jovens a diabetes é do tipo 1 e aparece de maneira súbita e os sintomas são muito nítidos.

– Urinar muito (por vezes, pode voltar a urinar na cama)

– Ter muita sede

– Emagrecer rapidamente

– Grande fadiga com dores musculares

– “Comer muito sem nada aproveitar”

– Dores de cabeça, náuseas e vómitos

Quaisquer dos outros sintomas já atrás referidos podem também estar presentes. Perante estes sintomas, o diagnóstico de Diabetes deve ser rápido, seguido do início do tratamento com insulina pois, se o não fizer, a pessoa com Diabetes entra em Coma Diabético e corre perigo de vida.

Sintomas do adulto
A grande maioria dos adultos com Diabetes após os 35 anos são do tipo 2. No adulto é habitual a Diabetes não dar sintomas no seu início e, por isso, pode passar despercebida durante anos. O sintomas só aparecem quando a glicemia está muito elevada e, habitualmente, de modo mais lento que na criança ou jovem. Contudo, o açúcar elevado vai provocando os seus estragos mesmo sem se dar por isso. E é essa a razão pela qual, às vezes, já podem existir complicações (nos olhos, por exemplo) quando se descobre a diabetes. Uma pessoa pode ter uma Diabetes, impropriamente chamada, “ligeira”, a qual só é descoberta ao realizar uma análise de sangue ou ao apresentar alguns dos sintomas pouco marcados já referidos e que levam à suspeita do diagnóstico.

O Diagnóstico da Diabetes
O diagnóstico é feito através dos sintomas que a pessoa manifesta e é confirmado com análises de sangue. Outras vezes podem não existir sintomas e o diagnóstico ser feito em exames realizados por outra causa.
Os sintomas relacionados com o excesso de açúcar no sangue aparecem, na diabetes tipo 2, de forma gradual e quase sempre lentamente. Por isso, o início da diabetes tipo 2 é muitas vezes difícil de precisar.
Os sintomas mais frequentes são a fadiga, poliuria (urinar muito e com mais frequência) e sede excessiva. Muitas vezes o doente não apresenta estes sintomas (ou dá-lhes pouca importância) e o diagnóstico é feito por análises de rotina.
Nas análises encontramos uma quantidade de açúcar no sangue aumentada (hiperglicemia) e aparece açúcar na urina (glicosúria).

 

Pode ser uma pessoa com Diabetes:
Se tiver uma glicemia ocasional de 200 mg/dl* ou superior com sintomas
Se tiver uma glicemia em jejum (8 horas) de 126 mg/dl ou superior em 2 ocasiões separadas de curto espaço de tempo

Urina Prova de tolerância à glicose
Conhecer a Diabetes
É importante que o diabético conheça bem o seu tipo de Diabetes, só dessa forma pode cumprir e melhorar o tratamento.

A maneira como lida com a sua doença será o principal fator de sucesso no seu tratamento.

Controlo da Glicemia
O objetivo principal do tratamento é controlar os níveis de glicemia. Se os mantiver dentro de valores normais tem muito menor probabilidade de sofrer de complicações da Diabetes.

Assim, é importante que vigie os seus valores de glicemia fazendo as medições.

Atualmente é bastante fácil fazer este controlo da glicemia a partir de casa. Os aparelhos têm dimensões reduzidas e são fáceis de utilizar.

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Alimentação

Na verdade a alimentação de uma pessoa com Diabetes não difere muito da alimentação que qualquer pessoa deve fazer para ser saudável.

A obesidade é um dos principais fatores de risco para a dibetes tipo 2, por isso um controlo do peso é importante.

A medicação será um esforço em vão se não melhorar hábitos alimentares.

Uma alimentação saudável e equilibrada deve ser variada e incluir as porções corretas de nutrientes e de vitaminas e hidratos de carbono. A roda dos alimentos indica-nos quantas porções de cada grupo devemos ingerir, no entanto essas porções devem ter em conta fatores como a constituição física da pessoa e o seu nível de atividade física.

É importante que a ingestão dos alimentos seja fracionada, isto é, que faça pequenas refeições ao longo do dia, o recomendado são entre 5 e 6 refeições diárias.

Consumo de açúcar

Não é verdade que uma pessoa com Diabetes não pode ingerir açúcar. Por exemplo, numa situação de hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue) moderada, o açúcar é sem dúvida o melhor tratamento, porque sendo rapidamente absorvido pelo organismo, permite que a pessoa tenha uma subida imediata da glicemia (nível de açúcar no sangue), e que atinja com a maior brevidade os valores normais.

O Açúcar dos doces

O açúcar presente nos doces não serve para tratar um hipoglicemia, porque, devido à existência de outros nutrientes – como por exemplo, a gordura – não tem uma absorção rápida, tendo que passar por todo o processo de digestão até chegar ao sangue.

Por este motivo facilmente se conclui que uma pessoa com uma hipoglicemia, não a conseguirá tratar corretamente se ingerir um bolo, um gelado ou um chocolate.

Será melhor reservar estes alimentos para ocasiões especiais, de preferência fazendo a seguinte compensação: reduzir a quantidade dos outros hidratos de carbono (arroz ou batata ou pão) dessa mesma refeição.

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Há outras circunstâncias, em que as pessoas podem ingerir os hidratos de carbono “extra” do doce e compensar com a terapêutica, mantendo desta forma as glicemias estáveis. Trata-se de pessoas com diabetes tipo 1 que fazem insulina de ação rápida às refeições. A insulina de ação rápida, como o seu nome indica, atua rapidamente no organismo, permitindo que o açúcar ingerido não se acumule no sangue.

Exercício Físico

O exercício é também uma forma eficaz de prevenir complicações da Diabetes e de controlar os níveis de glicemia.

O exercício é benéfico pois vai estimular a produção de insulina e facilitar o seu transporte para as células. Se fizer controlo da glicemia antes e depois da prática de exercício vai facilmente perceber os seus benefícios.

A prática de exercício vai melhorar a sua condição cardiovascular geral.

Não precisa de se tornar um atleta! Pode optar por vários tipos de exercícios consoante a sua idade, gosto e condição física.

Pode começar por caminhadas diárias de 30 minutos em piso plano e regular.

Se optar por exercícios de ginásio informe os profissionais que é diabético. Os exercícios mais benéficos devem ser de intensidade moderada e de longa duração (40 minutos-1 hora).

Neste caso a pessoa pode fazer mais insulina a contar com os hidratos de carbono existentes no doce.
No entanto nem todas as pessoas com diabetes tipo 1 administram insulina de ação rápida às refeições e relativamente a quem administra, se este tipo de compensação for feita muitas vezes, acaba por contribuir para um aumento de peso e da gordura corporal, (como acontece com qualquer pessoa que coma doces muitas vezes) que nenhum benefício lhe trará e irá contribuir para um pior controlo da diabetes.

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Quando faz exercício está a estimular o seu pâncreas a produzir insulina e, por outro lado, como está a exercitar os músculos, eles precisam de energia. Deste modo, também está a aumentar a utilização de glicose pelos músculos impedindo que esta se acumule no sangue e aumente a sua glicemia.

Para comprovar isto pode fazer um teste: faça a sua medição da glicemia antes e depois de fazer exercício e verifique a diferença!

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Sempre que pretende praticar exercício físico, especialmente se não está habituado, deve consultar o seu médico.

No caso das pessoas com Diabetes é importante ter cuidados para prevenir hipoglicemias.

O importante é que cada individuo saiba a quantidade e intensidade de exercício físico que pode praticar.

Para evitar hipoglicemias deve vigiar a sua glicemia antes e após da prática de exercício físico. é também igualmente importante que não pratique exercício em jejum.
Fonte: Portal da Diabetes