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Psicologia

24 de Fevereiro de 2015

Dez conselhos para lidar com as birras

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É na idade dos “terríveis dois” que começam as famosas birras, mas afinal fazem parte do desenvolvimento de todas as crianças até aos quatro anos, explica-nos Cristina Valente.

A psicóloga e autora do livro “Coaching para Pais” lembra que os miúdos destas idades “ainda não têm as ferramentas cognitivas ou neurológicas para exprimirem a fúria ou a frustração a não ser através destes acessos”. Afinal, apesar de muito pequeninos, já sentem “É meu!” e “Quero!”, mas não sabem como lá chegar.

Mas apesar de serem inevitáveis, existem formas de diminuir a frequência e intensidade das birras ou ajudá-las a acabar mais depressa. Aqui ficam 10 conselhos preciosos de Cristina Valente:

1. Açúcares: Além de controlarem a ingestão de bolos e de outros doces pelos mais pequeninos, os pais devem ter muita atenção quanto aos alimentos com açúcares escondidos, como cereais, pão, iogurtes, sumos e muitos outros produtos supostamente “infantis”;

2. Ar livre: Hoje em dia, muitas crianças passam os tempos livres fechadas em casa ou em brincadeiras altamente organizadas. Mas assim, como podem dar uso a toda a energia? É importante proporcionar aos mais pequenos muito tempo ao ar livre para brincarem livremente.

3. Sono: É preciso ser muito exigente com as horas de sono dos mais pequeninos, o que dos 1 aos 8 anos significa entre 12 a 14 horas no vale dos lençóis.

4. Rotinas: Atenção à regularidade de rotinas como as refeições e as sestas. Cumprir os horários vai evitar que os miúdos andem cansados ou cheios de fome, motivos para birras daquelas que quase deitam a casa abaixo.

5. Televisão: Hoje em dia há canais de televisão para todos os gostos e idades, mas os cuidados a ter não se alteraram: deve-se permitir apenas meia-hora de TV por dia.

6. Equilíbrio: Não ser demasiado autoritário por um lado, mas também não demasiado permissivo ou negligente em relação às crianças.

[E quando uma birra sucede, como devemos reagir?]

7. Tentar dar o exemplo, sem serem os pais também eles a armar uma “birra”, e sem criar expectativas demasiado elevadas quanto às crianças, que não são nenhuns adultos.

8. Retirar, Distrair, Substituir, Redireccionar.

9. Abraçar e tentar não envergonhar a criança, que nestas situações sente todas as atenções centradas nela.

10. Utilizar um tom de voz suave e ainda tentar descobrir a verdadeira causa da birra, que pode ser apenas estar cansado ou então, algo mais difícil de perceber.

[Este sábado, Cristina Valente vai dar um workshop sobre “Pais Positivos”, no Clube VII, em Lisboa, onde o tema das birras e muitos outros vão ser abordados, entre as 15h e as 18h. Para mais informações e inscrições, os pais podem contactar para 213848319 ou escrever para silvia.capela@clubevii.com.]

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