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2 de Março de 2015

Congelação de ovócitos: o adiar da maternidade.

Recentemente fui contactada pela revista Sábado para uma entrevista sobre a congelação de ovócitos e o adiar da maternidade. Que razões motivam as mulheres a congelar os seus óvulos? Que razões as levam a adiar a maternidade?

Revista Sábado

Ao contrário da congelação de sémen cuja prática tem mais de 30 anos, a congelação de ovócitos é algo mais recente. Esta técnica que já se usa há pelo menos 10 anos só no início de 2013 é que deixou de ser considerada uma técnica experimental. O ovócito é a maior célula humana e por conseguinte foi difícil encontrar uma técnica que permitisse preservar a sua integridade e funcionalidade. A vitrificação, técnica de congelação rápida veio permitir um aumento considerável na taxa de sobrevivência dos ovócitos pois evita entre outras coisas a formação de cristais de gelo no interior dos ovócitos que conduziriam à morte da célula.

Perante as evidências científicas de que os resultados obtidos com os ovócitos que tinham sido congelados eram muito semelhantes aos resultados obtidos com ovócitos frescos, a conceituada Sociedade Americana da Medicina da Reprodução emitiu um comunicado em janeiro de 2013 a informar que esta técnica deixaria de ser considerada experimental.

A criopreservação de ovócitos veio permitir às mulheres adiar a maternidade com mais segurança. O facto de terem ovócitos congelados não é uma garantia para obtenção de gravidez mas pelo menos é uma garantia de ter ovócitos guardados numa altura em que a mulher seria mais fértil. Convém dizer também que há mulheres que nem chegam a necessitar de utilizar os seus ovócitos congelados porque entretanto conseguem engravidar espontaneamente no entanto aquelas que necessitarem de utilizar os óvulos terão que recorrer a técnicas de fertilização in vitro.

A entrevista ficou muito bem e podem ler os depoimentos de algumas mulheres aqui!

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