Espaço Família | O nosso 1º Filho

Cuidados Pós- Parto

20 de Maio de 2013

Como vão reagir os nossos gatos à chegada do bebé?

Hoje vamos para casa! A par com todas as dúvidas e preocupações de começarmos uma nova vida com um bebé, surgiu-nos agora mais uma… Como é que irão reagir os nossos gatos quando chegarmos a casa com um novo elemento? Eles, que já estão connosco há alguns anos e estão habituados a serem os “bebés” lá de casa, poderão ter ciúmes de um “rival” da sua atenção. Assim que soubemos que iríamos ter um bebé, várias foram as pessoas a dizerem-nos que teríamos que dar os nossos gatos, porque os pêlos dos bichinhos podem tornar-se perigosos para o nosso bebé, entre outros problemas!

Para que tudo corra bem, começámos a preparação deste dia há já algum tempo…
Começámos por levá-los ao veterinário para termos a certeza que estava tudo bem com os nossos bichanos: as vacinas estão actualizadas, começámos um plano de treino estruturado pelo veterinário para que consigam evitar saltar para as pessoas ou para os móveis, o que deixaram de fazer, e pensámos em todas as mudanças que eram necessárias fazer na nossa rotina familiar, para que não sofram na sua própria rotina após a chegada do bebé (mudámos o local de alimentação e da liteira, a rotina da brincadeira e a diminuição do tempo de convivência).
O veterinário, o dr. Tito, deixou-nos mais tranquilos quando nos deu as seguintes informações:
•    as crianças que convivem com animais, são mais afectuosas, repartindo as suas coisas, são generosas e solidárias, demonstram maior compreensão dos acontecimentos, são críticas e observadoras, sensibilizam-se mais com as pessoas e as situações;
•    apresentam mais autonomia e responsabilidade, preocupação com a natureza, com os problemas sociais e desenvolvem uma boa auto-estima;
•    relacionam-se facilmente com os amigos, tornando-se mais sociáveis, cordiais e justas;
•    conhecem o valor do respeito;
•    desenvolvem a sua personalidade de maneira equilibrada e saudável, tendo mais facilidade para lidar com a frustração e liberta-se do egocentrismo.
Em relação às alergias, o dr. Tito também nos disse que vários estudos contrariam esta ideia. Estudos recentes indicam-nos que crianças que crescem numa casa com dois ou mais cães ou gatos durante o 1º ano de vida, parecem ter menor propensão para desenvolver doenças alérgicas provocadas por animais de estimação, bem como outros tipos de alergias como ácaros, pólens ou gramídeas, quando comparadas com crianças que crescem sem animais de estimação (existe uma redução de cerca de 50% no desenvolvimento das alergias mais comuns). A explicação poderá ser a de que o segredo pode estar nas endotoxinas, produtos de bactérias existentes na boca dos animais, que reforçam o sistema imunológico do organismo a desenvolver um padrão de resposta que é menos propenso a levar a reações alérgicas.
Outra coisa que fizemos foi deixá-los cheirar o enxoval e os objectos do bebé e deixá-los permanecer no seu quarto para poderem acompanhar as “novidades”. Começámos também a usar os produtos de higiene do filhote, para que os gatos os pudessem cheirar e identificar como um cheiro conhecido, e procurámos sons de bebés a chorar na internet para que se familiarizassem com estes sons, que agora serão mais frequentes.
Ontem, o João levou para casa a primeira roupinha vestida pelo nosso bebé e uma fralda usada, que deixou juntos aos nossos gatos para que pudessem cheirar, e surpresa, o seu comportamento foi de curiosidade e correu muito bem!
Para a chegada do bebé a casa, já temos um plano: a pessoa mais próxima dos gatos, que é o J. irá entrar sozinho, de forma a poder dar-lhe alguns minutos de atenção. Depois, irei entrar eu, com o bebé na cadeirinha e vou aproximá-lo dos gatos, vigiando o seu comportamento. Não irão ficar sozinhos, pelo menos para já! Iremos brincar com eles quando também estivermos com o nosso bebé, de forma a serem integrados na rotina um do outro. No entanto, eles irão continuar a ter o seu momento apenas connosco, para serem mimados!

cpp