Mães e Pais na 1ª Pessoa

Inês Simões 

Eu, Mãe

Como qualquer outra donna

Porque é que num dia sou uma mãe “fofinha” e no outro sou uma mãe “real”?
Porque é que num dia sou uma mulher arranjadinha e no outro sou uma mulher descabelada?
Porque é que num dia nada me atinge e no outro tudo me afecta?
Porque é que num dia sou uma pessoa do bem e no outro sou uma pessoa de mal?
Porque é que num dia aqui é só flores e no outro é só desgraças?
Porque é que num dia é assim e no outro é assado?

Mas ainda perguntam?

La Donna È Mobile

La donna è mobile
Qual piuma al vento,
Muta d’accento
E di pensiero.
Sempre un amabile,
Leggiadro viso,
In pianto o in riso,
È menzognero.
La donna è mobil
Qual piuma al vento,
Muta d’accento
E di pensier.
E di pensier.
E di pensier.
È sempre misero
Chi a lei s’affida,
Chi le confida
Mal cauto il core.
Pur mai non sentesi
Felice appieno
Chi su quel seno
Non liba amore.
La donna è mobil
Qual piuma al vento,
Muta d’accento
E di pensier.
E di pensier.
E di pensier!
La Donna È Mobile (tradução)
A mulher é voluvel
Como pluma ao vento,
Muda de voz
E de pensamento.
Sempre um amável,
Gracioso rosto,
Em pranto ou em riso,
É mentiroso.
A mulher é voluvel
Como pluma ao vento,
Muda de voz
E de pensamento.
E de pensamento.
E de pensamento.
È sempre um infeliz
Quem a ela se entrega,
Quem lhe confia
Incautamente o coração.
Também nunca sente-se
Feliz em cheio
Quem naquele seio
Não saboreia amor.
A mulher é voluvel
Como pluma ao vento,
Muda de voz
E de pensamento.
E de pensamento.
E de pensamento!

Ser multidimensional é uma grande trabalheira.

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