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Saúde e Bem Estar

8 de Setembro de 2014

Colocar silicone ou fazer redução de mama pode atrapalhar a amamentação?

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Descubra se essas intervenções cirúrgicas alteram a produção e a libertação de leite materno

A prótese de silicone, em geral, eleva a autoestima da mulher, quando esta se sente desconfortável com o tamanho natural dos seios. Até mesmo os seus relacionamentos sociais são beneficiados, já que se torna mais confiante e segura. No entanto, surge sempre a dúvida: afinal, o implante prejudicará a amamentação? Fique descansada, a resposta é não.

A mesma inquietação ronda a cabeça de quem se incomoda com mamas de tamanhos muito diferentes ou volumosas. A motivação pode até ser o desconforto nas costas ou nos ombros, na área da alça do soutien. Com isso, para se sentirem mais à vontade, as mulheres optam pela cirurgia de redução de mama. Quando bem feita, também não prejudica a amamentação.

Leite materno garantido

O silicone é colocado atrás da glândula mamaria e fica isolado dentro de uma cápsula sólida. O sistema imunológico ainda reforça essa proteção e produz outra cápsula, como se fosse uma bexiga que reveste a prótese. Isso faz com que o material não entre em contato direto com o organismo. O que pode ocorrer é uma perda provisória da sensibilidade em alguma região do mamilo, caso a cirurgia corte algum nervo do local. “Isso é pouco frequente. Mas, mesmo assim, será regenerado e não atrapalhará a amamentação. O tempo de recuperação varia de acordo com o tamanho da mama e da extensão da lesão”, explica Ithamar Nogueira, cirurgião plástico do Hospital de Santa Catarina (São Paulo).

Tenha em mente também que a prótese de silicone não diminui a tendência dos seios penderem após a amamentação. “A mama, estimulada por hormonas, aumenta. Com o término do aleitamento, costuma voltar ao tamanho anterior à gestação. Mas, como a pele esticou, é possível que fique mais flácida e caída”, esclarece Adriana. O que determina o grau de queda dos seios é a constituição deles – se forem mais gordurosos, terão a tendência maior à flacidez. E o silicone não consegue impedir isso. Como representa ainda maior peso para a pele sustentar, é possível que contribua para as mamas penderem. Converse com o seu médico e avalie o custo-benefício. A sua vontade de ter seios maiores pode compensar o risco da alteração.

Não se preocupe com a questão de tamanhos diferentes para cada seio – esse crescimento assimétrico não tem nenhuma relação com o silicone. Só acontecerá se o seu bebé mamar mais de um lado do que de outro. E mais uma observação: a amamentação não faz com que seja necessário mudar de prótese. O procedimento de troca pode ser exigido só quando houver envelhecimento do material – em geral, a cada dez anos. Por isso, tenha o costume de fazer ultrassons de mama nos exames ginecológicos para também avaliar o estado do silicone.

Fonte | Revista Crescer