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Psicologia

9 de Maio de 2013

Casal… Família

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Já há algum tempo que as nossas conversas voltam sempre ao mesmo tema: o nosso casamento, a nossa vida profissional , que pais queremos ser, quantos filhos teremos, quantos meninos e meninas…até os nomes já estão escolhidos! Mas ontem a conversa terminou de forma diferente e fiquei com um sorriso enorme na cara quando o J. conseguiu verbalizar aquilo que há muito tempo ambos sentimos:“…e se de dois passássemos a três?”

Para além da relação conjugal que advém da sua união, o afeto e carinho e a perspetiva de futuro acompanham o início de vida em comum deste casal. Esta etapa que implica conviver num mesmo espaço é sinónimo de partilha, novidade, desafio, alegria e comemoração mas igualmente preenchida por conflitos, ressentimentos, desilusões e desavenças.
Cada parceiro vem para a união com uma identidade pessoal já formada mas ainda incompleta. Os elementos do casal com as suas particularidades individuais e de personalidade articulam-se, aliam-se e inter-relacionam-se duma forma única e irrepetível. A identidade conjugal que se vai criando implica que o casal seja capaz de se divertir sozinho, mantenha os laços de amizade e de união e, em simultâneo tenha um diálogo aberto e verdadeiro que facilite a comunicação, a negociação das diferenças e a capacidade de resolução efetiva de problemas. É fundamental que cada membro do casal, sobretudo quando surgem conflitos, permita o olhar para si próprio, para o outro com o qual se relaciona e para a relação, reflita sobre a partilha das responsabilidades intrínsecas à relação e identifique os objetivos de vida enquanto casal. Em algum momento todos os casais têm as suas dificuldades relacionais e os problemas conjugais podem ter diferentes causas. Alguns problemas podem surgir exteriormente ao relacionamento, como a perda do emprego, doença ou conflitos na família alargada.
Este casal incorpora a auto imagem de cada parceiro e a imagem das respetivas famílias de origem e produz algo único e novo – uma família. Assim, como refere Brazelton, em 2001, “Tornar-se família é um dos processos de mudança mais significativos da vida humana”.
Associado ao surgimento da família emergem as funções que ela própria desempenha e que podem ser: assegurar a sobrevivência física e emocional dos seus membros e estabelecer as formas de comportamento a adotar nos diversos papéis desempenhados – de marido e esposa, pai, mãe ou filho.
O casal passa por uma série de mudanças significativas na dinâmica conjugal quando nascem os filhos, em especial o primeiro filho. A chegada de um filho modifica o equilíbrio entre o casal, o trabalho, amigos e a própria família de origem.
Ter um filho é um dos grandes desafios colocados à família e o casal começa agora a perspetivar mais este grande passo na sua relação.

Dra. Sandra Silva (Psicóloga Clínica e Mediadora Familiar)
Consultório em Santarém – 243 328 303
CEFIPSI: Centro de Formação e Investigação em Psicologia
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