Atualidade

27 de Fevereiro de 2015

Beija o seu filho na boca? Pode estar a confundi-lo

Além das questões psicológicas, que podem levar a criança a reproduzir o beijo, os pais podem transmitir-lhe bactérias.

O beijo na boca entre pais e filhos é uma demonstração de afeto comum em algumas famílias, tal como o abraço ou o beijo na cara. Mas será correto? Para que saiba o que está em causa ao beijar o seu filho na boca, o DN ouviu três especialistas: o pediatra Mário Cordeiro, o psicólogo de educação José Morgado e a psicóloga infantil Inês Afonso Marques. E as opiniões dividem-se: os dois primeiros defendem que o gesto pode gerar confusões na criança, enquanto a psicóloga não vê problemas, desde que lhe seja explicado que não pode reproduzir o comportamento com outras pessoas.

Segundo o pediatra Mário Cordeiro, “se um aperto de mão ou um beijo na face pouco definem o grau de afetos que envolvem os protagonistas (…), um beijo na boca, em qualquer parte do mundo, define uma relação de amantes”. Tal como o dormir na mesma cama, acrescenta. Por isso, “pais e filhos beijarem-se na boca é dar à criança a ideia de que o interdito (a fantasia incestuosa de poder seduzir e namorar com o progenitor do sexo oposto) é possível, é desviá-la do caminho saudável da sua própria sexualidade”.

Fonte | Diário de Notícias