Mães e Pais na 1ª Pessoa

Rita Mendes 

Barriga Mendinha

Baby mode

E de repente um Ser está a crescer dentro de ti. E desta vez não falo de um “Ser novo” enquanto pessoa, personalidade ou perspectiva da vida, não falo da tua reformulação como individualidade de novos ideais, ou sequer de um refresh de ti mesmo. Essa história do restyling interior que tanto está na moda e leva o pessoal a mudar de profissão, a rumar a viagens para destinos longínquos à procura de si mesmo, ou uma nova espiritualização da vida e dos objectivos enquanto ser social e humano… Falo mesmo de um Ser à séria. Um ser com cabeça, tronco e membros. Um Ser que tu vais ter que alimentar, cuidar, um Ser que vai berrar, sorrir, comer, sentir, crescer, sugar a tua energia e também realimentá-la quando necessário. Um… bebé.

barriga21

Ah pois é, e ele cresce… e tu cresces… Bem, vou deixar a 3ª pessoa e passar à primeira. Tu cresces não… Quem cresce efectivamente sou eu, eu, a minha barriga e a minha anca… Eu, o meu número de calças e o meus créditos de amor incondicional. Eu, a minha fome e a minha dose de preocupações. Eu, as minhas maminhas e o meu instinto de protecção maternal. Sim, vou ser Mãe!!! E agora é mesmo a valer. Ainda estou a “recuperar” do 1º amor e já me nasce mais um. Mãe pela 2ª vez! yiáaaaa!

Estar grávida é como estar perdidamente apaixonado. Todos os clichés, aqueles que nunca julgámos vir a adequar se a nós, as choraminguices, as borboletas no estômago (neste caso são literais… principalmente se decidires apelidar de borboleta o teu bébé…, os anseios, a sensação de tudo poderes e tudo quereres, a vontade imensa de ser feliz… Tudo surge em ti. Tudo o resto passa para 2º plano e o teu Ser novo dentro do teu Ser que novo se vai tornando… Torna-te efectivamente uma nova pessoa. Cliché? Eu bem disse…

O mundo perfeito de que tanto costumava resmungar acerca, parece agora um pouco mais perfeito porque te oferece 9 meses de adaptação. Sim, sinto que é esse o segredo. Nem menos tempo, nem mais. Menos poderia provocar a catástrofe da ignorância… Mães que não percebiam muito bem por que “bicho tinham sido mordidas”, como é que tudo se tinha processado tão rápido, mulheres inaptas para a nova vida. Mais tempo… tornar nos ia preguiçosas, sornas , pesadas de mais de corpo e de cabeça. Nove é o número mágico, ou mais exactamente, entre 38 a 42 semanas, o layout de tempo ideal entre a bela da concepção de uma criança e o momento exacto em que deita a sua cabecinha espertalhona cá para fora e espreita para o novo mundo.

E, de repente, um Ser está a crescer dentro de mim… Saltita, muda-me os sonos, altera-me humores, oferece me vontades, faz me chorar e rir, amar e temer. Para mim, que gosto de sentimentos, que morro por eles, que me derreto por quem os demonstra sem medos… O que poderei eu querer mais? Para já, nada. Só a continuação dos próximos capítulos. E que eles sejam muito bem vindos.

Bj maternal 😉

Rita Mendes

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