Atualidade

9 de Maio de 2014

Autismo: genética e ambiente têm peso igual

Os genes são tão importantes como os fatores ambientais na avaliação das causas do autismo, conclui um vasto estudo realizado na Suécia e publicado no “Journal of the American Medical Association”. Os investigadores foram surpreendidos com a descoberta que a hereditariedade do autismo contava 50 por cento, um peso inferior ao que os estudos anteriores apontavam (80 a 90 por cento), e que está ao mesmo nível dos fatores ambientais.

A descoberta está assente em dados relativos a mais de dois milhões de pessoas na Suécia, desde 1982 a 2006, e é a maior amostra no sentido de entender se os genes ou o ambiente contribuem para o autismo, distúrbio neurológico que afeta uma em 100 crianças a nível global, e um em 68 nos Estados Unidos.

“Ficámos surpreendidos pelas nossas descobertas, já que não esperávamos que os fatores ambientais fossem tão fortes no autismo”, disse o autor do estudo Avi Reichenberg, do centro de pesquisa sobre autismo Mount Sinai, em Nova Iorque.

O estudo não aponta quais os fatores ambientais em questão, mas refere genericamente que estes podem incluir o estatuto socioeconómico da família, complicações no parto, infeções ou medicamentos que a mãe tome durante a gravidez. No entanto, são necessários mais estudos para provar as causas do autismo, que os cientistas não compreendem na totalidade. Estudos mais recentes apontam que o distúrbio terá origem pré-natal.

Fonte: Pais&Filhos