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Psicologia

3 de Dezembro de 2014

Aprenda e ensine o seu filho a gerir as emoções

gerir emoções

Durante toda a nossa vida, os nossos pensamentos, as nossas decisões e os nossos comportamentos são constantemente influenciados pelas nossas emoções. Estas são precisas em todas as áreas da nossa vida: ao nível intelectual, social, para o nosso bem-estar. São elas que nos lembram que estamos vivos e que sentimos.

Enquanto adultos, na maioria das vezes, conseguimos compreender o que estamos a sentir e qual a razão de sentirmos tais emoções. No entanto, com as crianças esta consciencialização das emoções nem sempre é fácil: não entendem porque se sentem frustradas, porque têm vontade de chorar ou de gritar, ou porque ficam enfurecidas. Neste sentido, o papel do adulto é muito importante para identificar, explicar e gerir as emoções que a criança vai sentindo.

Ensinar a criança a andar, a falar e a saber fazer as suas necessidades no bacio faz parte das várias etapas do seu desenvolvimento, bem como ensiná-la a gerir as suas emoções, pois é algo que necessita aprender. Ou seja, à medida que a criança se vai desenvolvendo, os pais têm sempre um papel importante e ativo no ensino da regulação emocional do seu filho.

Tal como noutras etapas do desenvolvimento infantil, também a regulação das emoções se processa de forma mais rápida nalgumas crianças e noutras de forma mais lenta. Por isso não se assuste se reparar que o seu filho demorou um pouquinho mais ou foi super rápido a fazê-lo.

De seguida, iremos apresentar algumas sugestões para que possa ajudar o seu filho a conseguir regular e gerir as suas emoções da melhor forma possível.

1. Mantenha um ambiente consistente e estável em casa, isto é, se existirem limites firmes, regras específicas e rotinas previsíveis, a criança terá uma maior capacidade de sentir segurança e estabilidade, desenvolvendo assim recursos a nível emocional de forma a conseguir lidar com acontecimentos do meio ambiente menos previsíveis.

2. O seu filho é emotivo. Aceite-o. Todas as crianças, a determinada altura, têm as ditas explosões emocionais (por exemplo, chorar, gritar, amuar, vontade de estar sozinho, inibir). Contudo, por difícil que possa parecer, tente compreender as emoções do seu filho, identifique-as e descreva-as por forma a que também ela possa identificar toda a agitação por que passa.

3. Converse sobre os seus sentimentos e emoções com o seu filho. Ao utilizar a linguagem dos sentimentos, está a permitir ao seu filho que seja capaz de identificar melhor as suas próprias emoções e a conversar sobre elas.

4. Encorage o seu filho a conversar sobre os seus sentimentos sem constragimento. Realce sempre a ideia de que aquilo que ele sente é normal e natural e que pode sentir o que estiver a sentir. O objetivo é que o seu filho seja capaz de conversar sobre as suas emoções e que consiga ser capaz de gerir melhor o seu comportamento e não agir impulsivamente.

5. Seja você mesmo o modelo de regulação emocional em casa. Isto é, converse com o seu filho acerca do sente e de que forma é que consegue lidar com as suas emoções (as estratégias que utiliza).

6. Ensine o auto-diálogo positivo. Quando a criança se encontrar numa situação de maior stress emocional (como por exemplo, não ser capaz de lançar a bola, ser gozado…) ajude-a a ter pensamentos positivos que permitam ajudá-la a conseguir ter maior gestão emocional, como por exemplo, “respira fundo”, “Sou capaz de lidar com isto”.

7. Ofereça elogios aos esforços do seu filho para conseguir gerir as suas emoções.

Ao permitir ao seu filho todas estas estratégias estará a permitir que ele seja capaz de uma maior gestão emocional e permite que seja aberto e converse acerca daquilo que sente.

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Cristina Damas

Psicóloga Clínica

Oficina de Psicologia