Atualidade

10 de Julho de 2014

Amor de pai é mais imediato

Um estudo da Universidade do Minho sugere que a “reação de amor imediato” para com um filho recém-nascido “é mais comum” no pai do que na mãe, pois as dores de parto interferem na disponibilidade da mãe para se ligar ao bebé.

“Enquanto para algumas [mães] é imediato, para outras nem tanto. Temos fortes indicações para pensar que a ligação efetiva da mãe ao bebé se faz de um modo relativamente gradual”, afirma Bárbara Figueiredo, investigadora da Escola de Psicologia da Universidade do Minho e autora do estudo.

“Trata-se de um processo de adaptação mútuo que pode ser complicado ou facilitado dependendo de várias fatores como o desenrolar da gravidez e do parto”, refere a investigadora.

No comunicado enviado à agência Lusa, a academia minhota explica que o estudo “Mães e Pais – Envolvimento Emocional com o Bebé”, conclui que “a reação de amor imediato é, de facto, mais comum nos homens do que nas mulheres”.

A investigadora adianta uma possível explicação: “Talvez devido ao facto de eles não passarem fisicamente pelo parto”. Aliás, o parto influencia, segundo aquele estudo, a ligação da mulher ao recém-nascido.

“A dor sentida durante este processo interfere no estado emocional da mãe após o parto, bem como na sua disponibilidade para se ligar afetivamente ao bebé”, explica Bárbara Figueiredo.

A “intensidade” da dor durante o trabalho de parto e logo a seguir é, reflete o texto, “um dos fatores mais determinantes para o envolvimento emocional inicial” pelo que “quanto maiores são os níveis de dor, menor é o vínculo estabelecido ao 3º e 5º dias”.

Muitos têm sido os investigadores a defender que a experiência de parto influencia a ligação entre mãe e filho e que quanto mais satisfatória for a experiência mais fácil e imediata será a vinculação.

Fonte | Pais&Filhos