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Saúde e Bem Estar

4 de Maio de 2015

Amamentos – momentos perfeitos de amamentação

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Durante a gravidez o corpo da futura mãe prepara-se para a amamentação. As glândulas mamárias começam a produzir o colostro que o bebé irá beber ao nascer, e as aréolas e os mamilos adquirem uma coloração mais escura, para servirem de farol-guia ao bebé na busca do alimento.

Deixado entregue aos seus instintos inatos, sem interferências, o bebé quando nasce tem a sua maior capacidade de descobrir a mama, fazer uma pega perfeita e alimentar-se.

Os primeiros dias (e noites) enquanto a mama está mole e flexível permitem ao bebé treinar a amamentação. A necessidade de coordenar, pela primeira vez, sução/ deglutição e respiração é também naturalmente favorecida pelas pequenas quantidades de colostro.

O corpo de um bebé saudável, que nasce após uma gravidez de termo possui os mecanismos de controlo da glicemia (açúcar no sangue) perfeitamente adaptados a períodos mais ou menos prolongados de jejum nos dois primeiros dias de vida. É comum nesta fase ser difícil acordar o bebé, sobretudo durante o dia.

O contato pele a pele com a mãe ajuda também a estabilizar mais facilmente a glicemia, a temperatura e as alterações respiratórias e circulatórias próprias desta transição. Enquanto permanece no “ninho” da mãe, o bebé vai-se alimentando, dormindo e adaptando à vida fora do útero – tudo o que ele necessita está ali.

Enquanto mama, olha a mãe e inicia a relação de cumplicidade que há-de perdurar durante as suas vidas.

A mãe vai conhecendo o bebé e respondendo facilmente aos seus apelos – colocar a língua de fora, levar as mãos perto da boca, rodar a cabeça em busca da mama- permitindo-lhe mamar frequentemente sem perder oportunidades.

Após a descida do leite e com uma pega bem conseguida, pode ouvir-se ou ver-se o bebé engolir. Isso é um sinal seguro de que está a haver transferência de leite. O bebé não adormece à mama enquanto não estiver saciado, porque o fluxo que consegue obter o mantém interessado. Mama em quantidades variáveis e com intervalos diferentes, de acordo com as necessidades que sente. É ele que sabe determinar quando e quanto precisa para se alimentar.

A partir desta fase quanto mais o bebé mama, mais leite a mama produz. Até cerca das cinco a seis semanas a produção de leite vai aumentando, satisfazendo as necessidades crescentes do bebé. Estabiliza nesta data e só volta a alterar-se aos 6 meses com a introdução da alimentação complementar.

Este é o percurso desejável e esperado tanto pelos bebés como pelas mães. Então porque é que nem sempre é assim? Porque existem tantos obstáculos e dificuldades num processo de amamentação?

Porque não vivemos numa sociedade em que a amamentação seja a norma. As regras do leite artificial são importadas para o leite materno. A confiança das mães na sua capacidade de amamentar é destruída ainda antes do nascimento do bebé. A mulher que se atreva a amamentar depois do ano do bebé é criticada. Todos os falsos motivos para parar a amamentação ou suplementá-la (“falta de leite”, “leite fraco”, medicações, doenças, …) são facilmente evocados.

Mas consigo pode ser diferente. Venha aprender connosco. Saiba mais para poder decidir e agir de acordo com as suas vontades e convicções.

 

Amamentos