Atualidade

28 de Agosto de 2014

Acesso à educação nivela funções cognitivas

A melhoria das oportunidades educativas e de condições de vida fazem diminuir as diferenças intelectuais entre homens e mulheres, revela um estudo do International Institute for Applied Systems Analysis (IIASA), na Áustria, e do Karolinska Institutet, na Suécia.

As conclusões sugerem que “não existe razão para esperar que todas as diferenças cognitivas entre os sexos diminuam. No entanto, os resultados deste estudo mostram que se as mulheres e os homens tivessem níveis de educação iguais, poderíamos esperar uma vantagem feminina em termos de memória, uma vantagem masculina em termos de matemática e nenhuma diferença entre os sexos em termos de fluência de categorias (como dizer o nome do máximo possível de animais no espaço de um minuto) ”, explica a autora principal do estudo, Daniella Weber, citada pelo “Alert”.

O estudo envolveu mais de 31.000 pessoas com mais de 50 anos e provenientes de 13 países europeus. Os participantes responderam a questões com o intuito de testar as suas funções cognitivas que abrangiam a memória, fluência verbal e capacidade matemática. A equipa descobriu que as diferenças entre os sexos no âmbito das suas capacidades cognitivas estavam associadas à idade, país de origem, nível de vida e oportunidades em termos educativos aos quais estavam expostos na vida adulta. Nas regiões da Europa onde tinham ocorrido uma melhoria nas condições de vida e nas oportunidades no acesso à educação, as mulheres revelavam uma memória superior à dos homens; a vantagem masculina em relação à matemática esbatia-se e as capacidades em termos de fluência verbal eram iguais.

Fonte | Pais&Filhos