Mães e Pais na 1ª Pessoa

Filipa Oliveira 

Mini Feijão

A ti, às últimas horas dos teus dois anos

Há 3 anos atrás era sexta-feira e eu fazia 39 semanas de gravidez. Enorme, com mais 21kg do que hoje, mas tão feliz porque ia conhecer-te. E tão ansiosa por ir para o desconhecido. Foram os três anos mais bonitos da minha vida. A viagem mais fantástica. És parte de mim, de nós e mais do que minha filha vives e viverás sempre no meu coração desde o momento em que te deitaram no meu peito e deitei a primeira lágrima de felicidade ao olhar para ti pela primeira vez. Para ti a quem não conhecia, mas que afinal parecia que conhecia desde sempre. Eras minha e eras tão pequenina. O amor nasceu desde o dia em que eras apenas uma risca numa tira de papel, em que cuidei de ti, um bebé tão desejado e pelo qual esperámos tanto tempo. Tive tanto medo de perder-te, de que aquela felicidade se fosse que acho que só descansei quando te agarrei na mão pela primeira vez e te dei um beijo na testa. Quando te disse “olá meu amor”. Serás sempre o maior amor que poderei ter. É tão desinteressado, tão puro :) o amor de uma mãe por um filho não pede nada em troca. É apenas. Vive connosco e vive no nosso coração, tão grande que nem compreendemos como lá cabe. E cresce. Por incrível que pareça cresce todos os dias de uma forma imensa. E gostamos mesmo quando estamos zangadas. Gostamos sempre.

Hoje emocionei-me quando olhei para ti de manhã, ao último dia dos teus dois anos. Emocionei-me por ver-te tão grande, o meu bebé menina, tão crescida. Disseste-me bom dia e deste-me um beijo sem que te fosse pedido. Dizes-me que gostas de mim só porque sim, porque provavelmente te apetece ou te lembras de repente. E fico puramente feliz quando o fazes. Espero que amanhã seja um dia feliz, em que possamos fazer contigo o que mais gostas. Que continues sempre assim, saudável, feliz, com um sorriso grande na cara :) é isso que me alimenta os dias, que me faz questionar quem eu era [quem nós eramos] antes de existires. Foste a maior dádiva que tivemos, mais do que poderíamos sequer imaginar possível. Ter um filho muda-nos, transfigura-nos, penso que para melhor. Completa-nos, dá-nos a sensação de infinito e de um amor com uma dimensão desconhecida até então. O maior amor que podemos experimentar na vida. Obrigada por me teres mostrado o que é poder gostar de ti assim. Tentar realmente dar-te asas para um dia voares. Para seres feliz!

Um beijo muito grande minha filha. Minha Clara. Gosto de ti de uma forma que não sou capaz de descrever, mas que espero que o saibas toda a tua vida. Parabéns bebé menina :)

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