Espaço Família | Estamos Grávidos

25 de Março de 2015

A SENSAÇÃO DE “ A NOSSA CRIA!!!..”

    Ao princípio, a mamã e o bebé vivem uma relação que não admite a incorporação de terceiros

  mae e bebe

 

Nada parece faltar a uma mulher grávida… A sensação de plenitude é tão forte que a vida quotidiana, assim como a barriga, arredonda-se e suaviza-se, como se estivesse colocada numa bolha “à prova da realidade”.

No centro dessa harmonia, o idílio intra-uterino com o bebé cresce dia-a-dia, e ninguém pode interrompê-lo. Vá para onde for, a futura mamã leva orgulhosa o seu filho no ventre… o orgulho e o bebé pertencem-lhe.

Mas à medida que se aproxima a data do parto, a mulher começa a tomar consciência do desprendimento que significa dar à luz, e da mudança de situação que vai sofrer quando chegar o recém-nascido.

A verdade é que a partir do nascimento do seu pequenito já não vai poder reservar para si a exclusividade absoluta do bebé, embora resista a ceder um centímetro que seja do seu território de mãe.

Vê-se mas não se lhe toca

A orgulhosa mamã encontra sempre motivos para que não toquem no seu bebé. E mesmo quando o papá se aproxima do pequenito, ela “dá-lhe autorização” para levantá-lo, e o contacto reduz-se somente a um pouquinho de tempo.

Porque logo a seguir ela sugere: “É melhor deixá-lo na alcofa, porque tem sono”, ou “desculpa, mas neste preciso instante ia mudá-lo”, ou “dá-mo, que ia agora dar-lhe de mamar”… E se quem se aproxima do bebé são os irmãozitos, os argumentos são mais sólidos: “Não lhe toquem porque têm as mãos sujas”, ou “bem, acariciem-no um pouquinho, mas através da mantinha”.

A fantasia que mantém estes cuidados extremos é a de que possam prejudicar o bebé “sem querer… querendo”. E, é preciso dizê-lo, esta fantasia nem sempre está muito afastada da realidade… Outras mães criam uma obsessão pela higiene, e apesar desta inquietação ter alguma lógica, funciona como desculpa sem objecção para conseguir que o recém-nascido mantenha a sua condição de “intocável”.

De mãe para mãe

A situação de posse das mamãs tem origem em vários factores. Se se trata de uma novata, este sentimento costuma estar muito exacerbado, embora ao princípio não o demonstre e se comporte de maneira permissiva… De todas as maneiras, tarde ou cedo as garras da leoa aparecem.

Naquelas que já têm filhos, a atitude face ao novo bebé, depende basicamente das experiências prévias; acima de tudo, de como viveram as experiências anteriores.

Mas se existe alguma coisa que define a relação inicial entre uma mamã e o seu bebé, é a história pessoal de cada mulher, o vínculo que tinha com a sua própria mãe quando ainda era uma bebé. As experiências daquela relação terão bastante influência na construção da própria maternidade.

Quando entram em cena as avós

Sempre que não confunda o seu lugar nem se encarregue de atribuições que não lhe são próprias, a mãe é mais permissiva com a avó materna. Tenhamos em atenção que durante a gravidez a mamã da mamã ocupa um lugar central, juntamente com o marido e o obstetra.

É claro que não acontece o mesmo com a avó paterna: as mamãs costumam ficar muito nervosas se a sogra tenta aproximar-se do bebé. Pela sua parte, o pai não somente suporta a sua própria exclusão, como também recebe da sua mulher queixas constantes sobre as intromissões da sua mãe, e sugestões do estilo de: “Por favor, diz à tua mãe que não se meta tanto”, “Vê se ela não vem cá tantas vezes”…

Os protestos do papá não se fazem esperar: “porque é que a tua mãe te pode acompanhar ao pediatra e a minha não?, Porque não te incomoda que a tua mãe tenha o bebé todo o dia ao colo, e a minha não o pode ter?”. A verdade é que, embora não seja enunciada, a resposta é “Porque é minha mãe”.

Inseparáveis

Algumas mamãs não experimentam pelo seu bebé esse amor infinito que pensavam que iriam sentir desde que decidiram engravidar, mas embora não sejam invadidas por uma enorme vontade de levantá-lo e de mimá-lo, também não permitirão aos outros que o façam.

No entanto, à medida que o tempo decorre, a relação entre a mamã e o bebé transforma-se. Às vezes, a “flecha” acelera, por exemplo, quando o pequenito a surpreende com um amplo sorriso, e consegue que ela se “apaixone” imediatamente. Então sim, já não haverá quem os separe…

 “Autor desconhecido”

Uma Sugestão:

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