Espaço Família | O nosso 1º Filho

Cuidados ao Bebé

17 de Abril de 2014

A infância é uma aventura: os mistérios da minha fralda

Quando falamos de mudar a fralda muitas vezes não temos noção da logística e da importância deste cuidado para o bem-estar do bebé. O interior da fralda diz-nos muito sobre o funcionamento do organismo do nosso bebé, como está a correr a amamentação…

O momento de mudança da fralda

Os bebés são muito reactivos ao frio e como defesa choram sempre no momento da fralda, pelo que este procedimento deve ser breve e calmo.

Por isso, para que flua com naturalidade a mudança da fralda o material deve estar previamente preparado e à disposição.

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Material:

– Compressas embebidas em água morna (toalhitas se estiver fora de casa, pontualmente pois desidratam a pele do bebé)

– Creme de hidratação, para cuidado diário.

– Fralda(s)

– Uma muda de roupa extra (em SOS – mãe prevenida vale muito!)

(Se o bebé fizer um xixi ou cocó muito grande pode proceder à limpeza do coto umbilical com soro fisiológico, segundo as últimas indicações científicas).

Local:

Deve ter especial atenção ao local, pois os bebés rebolam e viram-se sem darmos conta e a prevenção de acidentes no 1º ano de vida é muito importante.

Assegure-se que é um local que reúne segurança para si e para o bebé.

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Princípios básicos:

– Limpar da zona mais limpa, para a mais suja.

– Se o bebé tiver um grande cocó aí terá que remover primeiro uma parte das fezes para conseguir limpar correctamente toda a zona perianal.

– Durante a mudança da fralda segure sempre com a outra mão os pézinhos do bebé.

– Se for menina: a limpeza deve ser feita de frente para trás (da vagina para o anûs).

– Se for menino: após a limpeza, quando fechar a fralda assegure-se que a pilinha fica para baixo e que limpa bem a área do escroto.

– Assegure-se que seca muito bem a zona, após a limpeza

O que nos diz o interior da fralda – sinais de alerta para os papás:

O interior da fralda diz-nos muito sobre o bom funcionamento do organismo do bebé.

Um bebé recém-nascido pode molhar a fralda várias vezes ao dia (pode urinar até 6 a 12 vezes por dia). A cor da urina deve ser clara e sem cheiro, caso contrário pode ser um sinal de desidratação ou infecção urinária (associada a outros sintomas, como febre, prostração ou irritabilidade, alteração padrão alimentar).

Curiosidade:

Nos recém-nascidos é frequente a saída de cristais de urato pela urina, os quais têm cor alaranjada. O que pode parecer uma mancha de sangue na fralda do bebé.

Em caso de dúvida teste: Coloque umas gotas de água oxigenada e se fizer bolhas é sangue, logo deve averiguar junto do profissional de saúde a situação!

As fezes do bebé variam ao longo do tempo. Nos primeiros dias as fezes são muito escuras e espessas (designam-se de mecónio), depois passam para as fezes de transição (mais esverdeadas e pastosas) e depois as fezes maduras (cor de mostarda e com grânulos do leite materno – é bom sinal!). O número de dejecções por dia varia de bebé para bebé.

Estando a zona anal mais exposta à humidade das fezes e urina, necessita de uma boa hidratação ao longo do dia. É muito comum verificar irritações na pele do bebé associadas ao uso da fralda, pois é um meio quente e fechado sempre em contacto com as fezes e urina, o que leva a uma menor produção da oleosidade da pele dificultando assim a protecção natural da mesma.

A Pomada Protectora da Mitosyl é óptima para um cuidado diário, que proporciona uma hidratação da pele do bebé. Deve ser colocada uma camada fina na zona perianal, após a muda da fralda na pele limpa e bem seca.

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A Pasta de Lassar já deve ser utilizada em situações em que se verificam lesões, por exemplo no eritema da fralda. O eritema da fralda é uma situação comum, caracterizada por vermelhidão acentuada (vulgarmente designada de “assadura”) e que pode ser minimizada através de:

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– Mudar várias vezes a fralda assim que note que está suja (num bebé sem irritação da pele normalmente a fralda aguenta 2-3 micções, porém deve mudar assim que perceber que tem fezes);

– Limpar o rabinho APENAS com água morna (as toalhitas, sabão ou loções de limpeza diminuem a oleosidade normal da pele, estando mais exposta a agressões);

– Promover momentos sem fralda, pois o oxigénio ajuda na cicatrização;

– Proteger e hidratar o rabinho com creme à base de óxido de zinco (colocar uma fina camada na zona irritada, evitando os genitais). Pode usar nestas situações mais exacerbadas a Pasta de lassar.

Deverá aplicar 1 a 2 vezes por dia, principalmente à noite por ser um período em que o bebé permanece mais tempo em contacto com a fralda. Esta pasta contém óxido de zinco e lanolína, que são excelentes reparadores da pele e, por outro lado, ajudam a formar a camada protectora da pele.

Pode também utilizar estratégias facilitadoras como:
– Oferecer mais água ao bebé, para que a urina fique menos ácida (bebés amamentados não necessitam de água. O leite materno é o melhor e suficiente até aos 6 meses em exclusivo!);
– Se usar fraldas re-utilizáveis deve lavá-las no programa extra enxugamento, de modo a retirar todo o detergente (adequado à roupa de bebé) e não provocar irritações na pele.

Mamã prevenida….Tome nota: 

– Se alastrar a zona de irritação para a púbis e pregas das pernas e as zonas ficarem mais exacerbadas com borbulhas de ponta branca, deve procurar observação de um profissional de saúde (poderá ser indicador de infecção fúngica).

Enfermeira Carmen Ferreira

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