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Psicologia

7 de Março de 2016

A Adolescência e os Complexos: Dicas para os Pais

Chega a adolescência e com ela chegam também as mudanças psicológicas, novos desafios, as mudanças físicas e… os complexos. Esta é a fase por excelência dos complexos: seja sobre a altura, o peso, a acne, o uso de aparelho dentário, o cabelo, a verdade é que é nesta altura que começam frases como “o meu nariz é enorme”, “sou muito baixinha” “gostava de ser mais magra”, “tenho uns olhos muito pequenos”, “não gosto da minha barriga” entre outras.

adolescentes e complexos

No meio de todas as mudanças que a adolescência representa, por vezes os pais podem ter dificuldades em lidar com os complexos dos seus filhos. Por isso deixamos-lhes algumas ideias chave a reter para lidar com os mesmos:

– Os complexos fazem parte desta fase: antes de mais, é importante ter em conta que os complexos são comuns nesta fase. Eles surgem com maior intensidade na adolescência porque se trata da fase em que o corpo sofre mais transformações. Aliada a estas transformações, surge também uma maior importância dada à imagem, ao aspecto físico. Lembre-se sempre que esta é uma fase em que o adolescente está num processo de descoberta não só do que o rodeia mas também de si próprio e, por essa razão, está atento às transformações que vão acontecendo consigo mesmo.

– Não encare os complexos como futilidades: nestas situações, procure ter uma atitude empática com o seu filho/a. Lembre-se que também já foi adolescente e com certeza também teve os seus complexos. Procure partilhar com o seu filho/a essas experiências e como foi conseguindo lidar com os seus complexos. Desta forma estará a demonstrar abertura para que o seu filho se sinta confortável em partilhar as suas inseguranças e sobretudo para que perceba que ter complexos é algo comum a todas as pessoas.

– Esteja atento/a aos sinais: apesar dos complexos serem típicos na adolescência, é importante estar atento a todos os sinais, pois também pode acontecer estes complexos estarem associados a questões de baixa auto-estima. Por essa razão é importante estar atento e caso estes sinais provoquem sofrimento acentuado, é importante procurar apoio psicológico.

Lembre-se que os complexos são de facto isso mesmo: muito complexos. Prestamos atenção às pequenas coisas que gostávamos que fossem diferentes em nós e…complexificamos. O importante é procurar ajudar o seu filho a identificar soluções e a dar atenção também aos seus pontos fortes. Estimule o seu filho/a a partilhar o que mais gosta no seu corpo ou aparência bem como os motivos. O mais importante é ajudá-lo/a a perceber que todos nós temos coisas que apreciamos em nós e outras coisas que não apreciamos tanto e que não há mal nenhum nisso! Acredite que ter em si uma/um confidente para partilhar estes complexos é dos melhores recursos que o/a seu/sua filho/a pode ter. Como mãe/pai, com certeza acha o/a seu/sua filho/a o melhor do mundo, porque é o/a seu/sua! Há lá melhor antídoto para os efeitos dos complexos do que o seu amor incondicional?

*um artigo exclusivo para Barrigas de Amor®

Sandra Azevedo

Psicóloga Clínica

Equipa Mindkiddo – equipa infanto-juvenil

Psicóloga Clínica e Terapeuta Familiar

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