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Psicologia

27 de Outubro de 2014

8 formas de impôr disciplina na sua casa

Para ajudá-los nesta difícil missão, listamos algumas formas que podem ser testadas por si

meninas_pulando_cama (Foto: Thinkstock)

Há crianças com mais genica, outras mais tranquilas. Existem pais mais firmes, outros com coração mole. Por isso, a maneira de estabelecer limites que funciona para um, pode não funcionar para o outro. Cabe aos pais descobrir como seu filho reage melhor! Veja alguma dicas:

Rotina

É o momento de mostrar quais são as regras da casa, desde bebé. Saber que, todos os dias, o seu filho vai tomar banho e dormir no mesmo horário, por exemplo, já é um primeiro contato com limites. Não precisa de ficar neurótico e deixar de ir ao aniversário de um amigo no sábado para não atrasar o horário do banho. Permitir-se sair da rotina de vez em quando é saudável para que a criança aprenda a adaptar-se em diferentes circunstâncias.

Firmeza

Ao conversar com a criança, olhe nos olhos dela e seja firme, mas sem alterar o tom de voz, pois esta irá responder mais ao modo como falamos do que às palavras propriamente ditas.

Combinado

É válido em qualquer situação! O recurso é o preferido do professor universitário Luis Mauro Martino, pai do Lucas,  de 2 anos. “No outro dia estava a ir para a escola e queria comer uma sandes no caminho. Então, disse: ‘Vamos primeiro para a escola e na volta comes uma sandes, combinado?’. Imediatamente ficou feliz e disse: ‘Combinado’. É assim que vai aprendendo que não pode ter tudo o que quer”, conta.

Exemplo

Quando se fala em limites, o exemplo é fundamental. Se o seu filho está a gritar, pare e preste atenção: alguém no círculo social dele deve fazer o mesmo.Quando respeita o próximo e as regras sociais, também o fará com mais facilidade. Por isso, nada de furar a fila, parar na faixa dos peões ou arranjar conflitos no trânsito!

Mesmo discurso

Os limites que você dá ao seu filho podem ser diferentes dos que os seus  irmãos dão aos deles. Afinal, isso depende da cultura, da crença e da forma como cada um encara a vida. Por isso, cabe deixar claro, principalmente para tios e avós, quais são as suas regras e pedir para que elas sejam respeitadas.Quando o seu filho questionar essas diferenças, explique as suas escolhas.

Castigo

Deve estar de acordo como o erro e a personalidade da criança, além da idade. Para algumas, faz mais efeito deixar no quarto por algum tempo, para outras, é tirar o brinquedo preferido. Mas um aspecto que não deve ser sequer discutido: a violência só reprime, não educa. A analista de sistemas Michele Rodrigues, mãe de Pedro, de 3 anos, aprendeu isso na prática. Era adepta da palmada e achava exagero quando diziam que era agressão. Porém, começou a  reparar que o Pedro estava a ficar violento. “Eu não queria nada daquilo. Passei a ler sobre o assunto, a controlar a minha própria raiva e a compreender os motivos dos ataques de birra dele”, diz. Agora, ela afasta-se, acalma-se e conversa com ele de maneira tranquila – e tem vindo a notar melhoras no filho.

Reforço positivo

Elogiar funciona sempre (e é muito melhor do que receber uma crítica, não é?). Não aponte só os erros, lembre-se de valorizar os acertos. Se o seu filho não guardou os brinquedos hoje como pediu, repreenda-o. Mas se amanhã guardar tudo, faça-lhe uma festa! Verá a alegria nos olhos dele ao ver que foi reconhecido.

Não é não, e ponto

Quando o que está em jogo é a integridade física da criança, como pôr o dedo na tomada ou mexer no fogão, não há discussão, correto? É aí que começam os incansáveis“nãos” – não é à toa que, muitas vezes, a primeira palavra que a criança aprende a falar é essa. Vale insistir e desviar a atenção dela para um brinquedo que goste, por exemplo. Esse “não” deve continuar conforme a criança cresce. É o caso de não correr para a rua sozinho, não aceitar presentes de estranhos e não se expor demais na rede social. São situações em que você até vai explicar os motivos, mas não é não, sem grandes discussões.

Fonte | Revista Crescer