Mães e Pais na 1ª Pessoa

2013 – ano em que os nascimentos ainda não foram suficientes para aumentar a população

Mais um relatório recentemente publicado pelo Eurostat a referir que Portugal se tornou no país com a taxa mais baixa de natalidade da União Europeia. No ano passado a taxa bruta de natalidade na União Europeia foi de 10,0 nascimentos por 1000 habitantes, e apesar desta taxa ter diminuído (em 2012 tinha sido de 10,4) a tendência da Europa continua ser o do crescimento da população. No ano passado, Portugal registou uma taxa bruta de natalidade de 7,9 crianças por cada 1000 habitantes. Foi das taxas mais baixas de sempre!

Estes resultados em nada me espantam!

As políticas sociais de apoio às famílias têm vindo a diminuir. Os benefícios fiscais também…. As leis laborais são cada vez mais complicadas, parece até que existem empresas a “exigir” que as mulheres contratadas não engravidem! Onde é que  nós chegámos?!
Ter um filho hoje em dia é cada vez mais complicado e se por um lado todos esperamos pelo momento de encontrar o equilíbrio emocional e financeiro para constituir família, acabamos por ter filhos cada vez mais tarde. E infelizmente, quanto mais tempo o casal espera, e sobretudo se a mulher só começa a tentar engravidar após os 35 anos, as probabilidades de o conseguir são cada vez mais diminutas. A qualidade dos seus óvulos vai piorando e as anomalias genéticas vão aumentando.

Penso, e espero que haja uma reflexão dos dados estatísticos publicados no nosso país. É importante ouvir as pessoas e saber quais as dificuldades que encontram. Temos que inverter esta situação. O nosso país está a envelhecer e se continuamos assim, o prognóstico é que a nossa população diminua quase para metade em 2060!

De acordo com os dados do inquérito à fecundidade de 2013 apenas 8% da população portuguesa em idade fértil diz que não quer ter filhos… são valores baixos! Ainda há esperança!

No jornal publico podem ver mais dados do Eurostat. Boas leituras!

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