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9 de Abril de 2015

13 medos comuns na gravidez

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Aborto, dor no parto, problemas com a saúde do bebé. A lista problemática que passa pela cabeça das grávidas é extensa. Saiba como relativizar algumas situações.

A gravidez, apesar de ser uma das coisas mais naturais da vida, é cheia de incertezas. E, como dez entre dez futuras mães querem que tudo seja perfeito, é normal surgirem inúmeros receios, do início ao fim. Todavia, a favor das gestantes, estão as pesquisas e estatísticas médicas. Veja, a seguir, dezenas de argumentos para que consiga respirar de alívio.

1- E se eu sofrer um aborto espontâneo?

O risco de aborto é de cerca de 20%, sendo que a maior parte ocorre ainda no primeiro trimestre da gravidez. O mesmo será dizer que, a grande maioria das gestações prossegue sem maiores problemas até o fim. As causas continuam um mistério para a medicina. No entanto, por mais traumático que a experiência seja para os pais, é provável que o embrião que foi “descartado” naturalmente pelo organismo, tivesse alguma deformação que o impediu de sobreviver. Além disso, os especialistas garantem que o evento não está relacionado com o comportamento da mãe. Por isso, não há motivo para culpa. Outra boa notícia é que um pré-natal bem acompanhado garante o controle de doenças como diabetes e pressão alta, o que também ajuda a diminuir o risco de aborto. Álcool, cigarro e outras drogas em geral, não custa lembrar, também podem interferir na evolução da gravidez.

2- Ando muito ansiosa: será que isso vai fazer mal para o bebé?
A montanha-russa de hormonas durante a gravidez altera o humor até das mais tranquilas. As novidades – e desafios – desta fase também são motivo de ansiedade. O stress ou ansiedade pode, de fato, comprometer a saúde da grávida, alterando o sono e o sistema imunológico, por exemplo. Mas os problemas do dia a dia, em geral, não vão afetar o bebé.

O bebé não assimila necessariamente todas as emoções da mãe. E mesmo que a grávida enfrente situações difíceis ao longo da gestação, tudo depende da maneira como encara os problemas. Se for o caso, o obstetra vai recomendar alguns dias de licença ou até mesmo férias.

3- Os enjoos são uma constante…Tenho medo que o bebê não esteja a receber os nutrientes necessários
Durante o período em que acontecem os enjoos, ou seja, no primeiro trimestre da gestação, a quantidade de nutrientes que o bebé precisa ainda é desprezível. A não ser em casos mais graves, quando a grávida sofre de desnutrição crónica, tem pouca gordura corporal ou vive em situação de pobreza extrema, por exemplo, os enjoos não vão afetar o bebé. Se forem muito intensos, a ponto da mãe emagrecer, o médico vai indicar medicamentos específicos contra as náuseas, para garantir a saúde da criança.

4-Tomo remédios por indicação médica, mas morro de medo que isso prejudique o bebé
A automedicação é um perigo para qualquer pessoa, ainda mais se ela estiver grávida. No entanto, alguns medicamentos, se usados com orientação médica, trazem mais benefícios do que riscos. É o que acontece com gestantes que sofrem de depressão, diabetes gestacional ou pressão alta, por exemplo. Mas, quem vai avaliar a necessidade de iniciar ou interromper um tratamento durante a gestação é o obstetra.

5- E se ele nascer com algum problema?
É um medo comum das gestantes, apesar das estatísticas a favor: apenas 4% das crianças nascem com algum tipo de má formação. Em geral, elas são detetadas ainda no primeiro trimestre. Mesmo que a ecografia aponte algum problema, a mesma não se traduz numa verdade absoluta. O exame é apenas um rastreamento, e não um diagnóstico. Entre os fatores que aumentam a incidência de má formações, podemos destacar a idade da mãe e o histórico familiar. Por isso, converse com o obstetra sobre os verdadeiros riscos no seu caso e assim, quem sabe, consegue evitar ficar tão nervosa a cada exame.

6- Tenho medo de magoar o bebê quando tenho relações com o meu companheiro
Desde que não exista restrição médica, ter relações sexuais com o seu companheiro, durante a  gravidez, faz bem e não representa nenhuma ameaça ao bebé. Os únicos casos em que o obstetra pode proibi-lo, mas não é regra, são quando a mãe apresenta dilatação antes do previsto, placenta prévia ou risco de parto prematuro.

7- O parto vai doer muito…
A maneira como o parto normal é retratado, só piora a expectativa das grávidas em relação ao parto normal. No entanto, hoje em dia, os anestésicos aplicados ao longo do trabalho de parto reduzem – embora não eliminem por completo – a dor a níveis suportáveis. Converse com o obstetra para tirar todas as suas dúvidas e aumentar a confiança em si mesma. Além disso, técnicas de relaxamento e de respiração, que costumam ser ensinadas em cursos de gestantes ou de preparação para o parto, ajudam bastante.

8 – Tenho pavor de agulhas e não suporto a ideia da anestesia
Vai doer? Pode atrapalhar a evolução do parto? E se eu sofrer alguma reação? Todas estas dúvidas não têm razão de ser. Em primeiro lugar, tirando a picada da agulha, a anestesia por si só  não doi. Além disso, os analgésicos reduzem a dor, mas mantêm os reflexos e os movimentos da grávida. Quanto aos efeitos colaterais, podem causar dores de cabeça, vómitos e cócegas. O risco de uma reação mais grave é de menos de 1% – e, ainda assim, pode ser revertido rapidamente no hospital.

9- Nunca mais vou perder os quilos que ganhei na gravidez
Quanto menos você engordar, mais fácil será recuperar o peso de volta. O ideal, para quem começou a gestação com o peso adequado, é ganhar entre nove e 12 quilos. Por isso, controle a dieta e faça exercício físico ao longo da gestação. Depois do parto, a amamentação também é uma ótima maneira de queimar calorias naturalmente (são 800 calorias por dia, em média!). E você pode retomar as atividades físicas – nem que seja passear com o bebê no carrinho – assim que o obstetra der autorização.

10- Depois do parto, o meu corpo nunca mais será o mesmo

O corpo muda mesmo depois da gravidez, mas não necessariamente para pior. Os seios, ao contrário do que se diz, podem até ficar mais bonitos, pois a amamentação completa o desenvolvimento das glândulas mamárias. Vale lembrar que flacidez não é “culpa” da gravidez (nem motivo para descartar a amamentação!), mas também consequência da idade. Algumas mulheres temem ainda que a região do períneo seja alterada, no entanto, os especialistas garantem que tudo volta ao normal meses depois do parto. Outra preocupação é a gordura acumulada no abdómen. A dica, uma vez mais, é engordar apenas o necessário e praticar exercício físico. Mas não se sinta pressionada pelas celebridades que aparecem nas revistas sem barriga no pós-parto: voltar à forma pode levar entre seis meses a um ano.

11- E se eu não conseguir amamentar?
Amamentar não é instintivo. Com certeza que já deve ter ouvido inúmeros relatos de mulheres que não conseguiram e ficaram assustadas. Mas raramente o motivo é fisiológico. Escolha um local tranquilo, cuide do bico dos seios e aprenda as técnicas adequadas (o bebê deve abocanhar o bico e parte da aréola, com o lábio inferior voltado para fora e o queixo encostado na pele da mãe). Peça ajuda em cursos de gestantes, ao obstetra, ao pediatra e às enfermeiras da maternidade. Como todo processo de aprendizagem, é preciso ter paciência.

12- Como vai ficar o casamento pós-gravidez?

Construir uma família é um exercício diário, que exige adaptação e flexibilidade. O casamento, obviamente, vai sofrer mudanças com a chegada do bebé. Afinal, a prioridade agora é outra. Tente encarar por esse ângulo: não vai faltar amor, apenas tempo para colocá-lo em prática. À medida que seu filho crescer e ficar mais independente, porém, o casal pode encontrar alternativas para retomar a vida a dois.

13- Será que vou conseguir ser uma boa mãe?
Esse tipo de preocupação demonstra que sabe o tamanho da responsabilidade que é ser mãe. Por isso, é um ótimo sinal. A origem está no medo do desconhecido. Lembre-se de que todos se sentem inseguros ao começar algo novo, como um emprego, por exemplo. Mas, com o tempo, o receio dá lugar à confiança.

Fonte: Crescer